No espelho d'água, toda incerteza juvenil se esvaía e era lavada, posta pra fora pra que a vontade de gritar e brigar aparecesse. "O mundo jaz do maligno": fora Temer; e, mesmo lendo um bom livro de história, nunca se pôde imaginar que se viveria o que antes se viveu. É cavalaria seguindo a bandeira vermelha. É spray apimentado cegando a esperança. Quem irá nos defender? Estudantada confusa, por favor não corra; pega teu desespero e transforma seu ódio em força pra chutar essa bomba de volta ao remetente. Vai que é tua, vai que dá. E de vinagre em vinagre, a gente consegue respirar e ter luta, porque Brasília fede a lacrimogênio;
porque 2016 também é 1968.
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| Brasília - 29/11/16 |
